Tem gente que aproveita a hora do comercial para ir ao banheiro. Mas aqueles que não se levantam do sofá, raramente aguentam assistir a um break comercial completo.
Os programas criam conteúdo que as pessoas querem ver e por consequência atraem a audiência, mas muitas vezes o break comercial chega apavorando e espanta todo mundo. Dependendo da qualidade do break comercial, ele pode reter ou espantar a audiência que o programa havia captado.
Desse fenômeno nasce o zapping de canais, um grave problema para as emissoras que sofrem com a queda da audiência na hora do comercial.
Veículos, agências e anunciantes estão criando maneiras preventivas para segurar a audiência durante os breaks. Deste, dois modelos se destacam
1) Menos interrupção
A Rede Globo está restringindo em 2 minutos o tempo do break comercial de programas como o Jornal Nacional e Globo Esporte. A horário do plim plim ficou mais rápido.
2) Mais contextualização
Se os três minutos habituais de `propaganda` fossem tão interessantes e relevantes quanto o jornal, o risco de haver vazão de audiência e zapping diminuiria bastante. Se a Globo lutasse pela qualidade e contextualização dos comerciais veiculados em sua programação, ela poderia continuar com intervalos de 3 minutos, gerando mais dinheiro de anunciantes, além de manter um ibope melhor.
Por outro lado, tal modelo traria implicações complexas para a criação tradicional das agências (também) tradicionais, já que estas teriam que criar diversas peças levando em consideração o contexto de onde seriam veiculadas (comercial versão telejornal, versão novela 3, versão futebol, etc). Mas se as agências ainda não se movem tanto este sentido, os próprios veículos começam a se proteger do zapping, criando o comercial de seus anunciantes com o mesmo contexto e linguagem do programa.
É o caso do CQC, que durante o programa exibidos diversos “comerciais” criados pelos própios integrantes do CQC (em conjunto com as agências). E tem vezes que o pessoal do CQC acerta a mão mais do que as agência.
Segundo Leonardo Corvo, diretor de Criação da Multi Solution, “foram criados seis filmes de 15 segundos e mais anúncios impressos, que usam o humor e a sátira para mostrar os efeitos do produto em diversas situações”.
A estratégia de lançamento terá ampla cobertura de mídia em revistas e televisão aberta como: Globo, SBT, Record, Band e Rede TV. Foram programadas ações de merchandising nos programas Papo de Amigos, da TV Gazeta, Amaury Jr. no quadro Dani-se apresentado por Daniela Freitas, Auto +, da Rede TV, MTV, entre outros.
Para complementar as ações de lançamento do TNT Energy Drink, a Multi Solution desenvolveu peças de ponto de venda como bandô, camiseta, cartaz, banner, display de latas, cooler, frotas e vinheta para as festas que trazem na chamada a palavra “Detone” e destacam o poder energético da bebida, fazendo uma comparação com dinamite prestes a explodir.
As peças serão espalhadas pelas casas noturnas, bares, restaurantes, lojas de conveniência, lojas de alimentos e bebidas importadas, super e hipermercados, mercados regionais, adegas, drogarias, farmácias e academias das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo Pedro Queirolo, diretor da Multi Solution, a campanha pretende atingir jovens, estudantes, profissionais e esportistas, que poderão se beneficiar dos efeitos da bebida, também disponível na versão Zero Açúcar, com apenas 11 calorias por lata.
Ficha Técnica
Título: Detone
Anunciante: Cervejaria Petrópolis
Produto: TNT Energy Drink
Agência: Multi Solution Publicidade e Comunicação Ltda
Criação: Felipe Racca/Marcio Fascina/Murilo Barker/Rafael Macia/Vavá Rodrigues/Vinicius Silverio
Direção de Criação: Ale Ferreira/Leonardo Corvo
Atendimento: Pedro Queirolo/Juliana Rocha/Renata Hasegawa
RTVC: Alex Bandeira
Produtora / Filme: Raio-X Filmes
Direção / Filme: Maurício Eça
Direção / Fotografia: Marcelo Corpanni
Pós produção: Raio-X Filmes
Montagem: Jingleman
Produtora / Som: imusi Produções
Aprovação/Cliente: Douglas Costa
O telespectador quer assistiu ao tal capítulo teve seu consciente envolvido no enredo que deu “ oportunidade” do personagem conhecer até a fábrica de cosméticos, percorrendo suas instalações. Estes, foram apresentados , embutidos na temática das relações familiares e no caso, a personagem Katina, estava em busca de uma “ oportunidade de emprego”, como representante comercial dos tais cosméticos da Natura ou melhor dizendo, revendedora para amigos e conhecidos. A novela, dessa forma, está bombardeando apelos consumistas e, mesmo consciente das intenções da propaganda subliminar da empresa, o telespectador pode dar preferência à tal marca, na hora de fazer suas compras . Caso contrário o merchandising não dava tanto lucro à emissora.
Roberto Ramos , em seu livro Grã-finos na Globo, dá a extensão de tal estratégia comercial inserida nas novelas. Ele nos lembra que já no biênio1975-76, Pecado Capital, de Janete Clair; O Grito,de Jorge Andrade; Anjo Mau, de Cassiano Gabus Mendes tentaram vender calças Lewi”s, Leite Paulista, Banorte, Bamerindus, Aplub, Vasp, Volkswagen,General Motors etc E ainda, em Pecado Capital vendia-se um baton da Max Factor. No ano de 1982, em Elas por elas, Gabus Mendes mostrou uma morte no motel. Uma das provas era o sabonete Vale Quanto Pesa. Ele passou a ser peça importante para desvendar o crime e conquistou espaço no enredo.
Essas são apenas algumas “pérolas” do passado. Hoje, o telespectador que prestar atenção vai ver que durante a semana em que assistiu aos capítulos de uma telenovela, mais de 20 marcas foram introduzidas através de imagens ou até em falas dos personagens. A novela que vende perfumes, vende comportamento também. Fique atento!
Segundo Vera, 91% das pessoas ainda mantêm o hábito de sair para olhar vitrines e o varejo deve se aproveitar disso. Destas, 70% escolhem o que comprarão durante os cinco segundos, em média, que levam apreciando as lojas e decidindo se entram ou não. “A vitrine é uma conversa mais particular, com menos inibição, para que o consumidor perceba o que encontrará na loja. Mas todo o espaço deve acompanhar o mesmo conceito”, aponta a especialista.
Mais do que um meio de comunicação, as vitrines são um veículo de captação de clientes. “Principalmente em um shopping, em que você está cercado por outras lojas, é importante conquistar o consumidor através da vitrine, seja por inovação, seja por criatividade”, diz Tina Adnet, Gerente de Marketing do BarraShopping, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Ao atrair o consumidor para dentro de uma loja, a vitrine é responsável por efetivar uma boa parte da venda. Por isso, ela deve encantar quem as observa. O espaço é responsável também por criar um clima que valorize os produtos, a proposta da coleção e, até mesmo, causar um impacto que seja coerente com a marca e com o seu público-alvo.
Na hora de montar uma vitrine, a empresa deve entender o que o cliente busca e valoriza. Para isso, é importante definir o perfil deste consumidor. “Há quem queira exclusividade, o que pede vitrines que destaquem poucos produtos. Já aqueles que desejam variedade gostam de vitrines que mostrem um volume maior, mas com harmonia. Há ainda quem procure oportunidade. Para este perfil, as vitrines cheias de produtos dão a sensação de que aquela loja tem peças de menor preço”, explica Vera, da Shopfitting.
A novidade é outro elemento importante. É essencial que as lojas mudem constantemente suas vitrines. Em média, o ideal é que a mudança ocorra a cada 15 dias. Se não há transformações na vitrine, os consumidores tendem a achar que também não existem novidades na loja. Também não adianta expor muitos produtos em um mesmo espaço. É necessário criar uma harmonia entre os elementos e conduzir o olhar de quem observa, dando foco a um produto e deixando os outros como secundários.
Planejamento e criatividade para o sucesso
A criatividade também é fundamental, independente do orçamento. Mas é necessário direcioná-la da maneira certa. Ao planejar e montar uma vitrine, o profissional deve saber integrar o tema da coleção, os produtos que devem ser destacados, os complementos e a decoração. Esta integração é uma somatória de ações que contribuirão para o crescimento das vendas.
A decoração deve ainda estar em sintonia com o contexto atual e explorar os signos presentes na cultura do lugar. Acompanhar o calendário promocional mostra que a marca valoriza o que é importante para o cliente. Por isso, as lojas devem entender o que determinadas datas como o natal e o ano novo representam para os seus consumidores.
Estando em um shopping, quando a competição é acirrada, é mais importante ainda que as vitrines sigam este conceito. Além disso, ao atrair consumidores, a loja beneficia o empreendimento como um todo. “A vitrine faz parte de um conjunto de comunicação único e o shopping deve munir o lojista de conhecimentos sobre instrumentos, ferramentas e imagens inspiradoras para atrair bons clientes”, comenta Tina, do BarraShopping.
Oferecer experiências sensoriais ao cliente também é papel das vitrines. Apesar de a visão ser responsável por 83% do que aprendemos, não se pode deixar de lado os outros sentidos. É aí que entra o Marketing Sensorial. “Deve-se trabalhar muito a experiência sensorial. A forma como você aborda os sons e os cheiros influencia diretamente na decisão de compra”, explica a Gerente de Marketing do BarraShopping, durante a entrevista ao site.
De acordo com estudos, as cores influenciam o humor. O vermelho, por exemplo, chama a atenção e estimula a compra. Por isso, é muito usado em liquidações. Por outro lado, cores como azul e verde têm efeito calmante e tranquilizante. Saber utilizá-las dá credibilidade à marca, agrega valor e destaca o produto. Já a iluminação é responsável por reforçar as cores e destacar o produto. Ela gera reconhecimento, dirige o olhar do consumidor, define as formas e provoca as sensações, como se fosse a alma da vitrine.
O olfato é um sentido que estimula as sensações sem que haja uma assimilação racional. Por isso, se bem utilizado, é capaz de incitar lembranças e experiências positivas dos consumidores, além de criar uma identidade que jamais será esquecida. Com criatividade, muito planejamento e um amplo conhecimento a respeito do público-alvo e da marca, é possível facilitar o trabalho das equipes de venda. Uma boa vitrine cria uma atmosfera de compras e uma história esperada pelo consumidor. O espaço apresenta a marca, a loja, o produto e ainda é capaz de superar as expectativas dos clientes.





